quinta-feira, 24 de julho de 2014

25.03.2014
14h57

De quebradas, as quebradas não tem nada! Não!
É construção, conversa, diálogo

Conclusão: tudo é diálogo, conversa, construção

Quebram-se cabeças, quebram-se ideias desmontam-se mentes. Todavia, o caminho das novidades passa pela desconstrução que constrói.

Mas me faz pensar que nas ruínas ainda existe o que antes era aquela construção. Parece que construímos a partir de fragmentos antigos.

Construímos tanto que destruímos as vidas ao nosso redor: vidas sem água, sem luz, sem casa. “Vidas secas”, famintas, cheias de lama: cadê às vidas dos mangues? É tudo lama!

Em meio as minhas divagações me vejo outro. Não sei se é poesia ou “pop filosofia” - como diria o professor (Jomard Muniz de Brito).

Filosofema ou simplesmente ação inominada. Independente disso se alterar, se “outrar”, ser outro é tarefa de coragem, se é tudo lama. Lembro-me de Caetano em “Podre Poderes”- também por fala do professor:

“Queria querer cantar afinado com eles
silenciar em seu transe num êxtase
ser indecente
mas tudo é muito mal.”
                                   é?

Será que é mal? O que é mal? Quem inventou o mal? Quero ser outro(a)! Quero ser eu! Quero ser! Ser afinado(a) com eles, com elas, com outros: ser eu, não narciso e não preocupado com o mal.

Rio de Janeiro, às 15h53.

Carolina Braga
Edu Castro
Jandir Jr.

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