Recife, dezembro de 2018.
Oi,Carlos,
Vai fazer três meses desde do último encontro. A gente ensaiou tanto o termino para no final acabar desse jeito. Que que história louca, não é? Se alguém nos contasse, não acreditaríamos – sabendo disso, não tenho conversado com ninguém. Três meses. O tempo voa. Tenho sobrevivido, Carlos. No primeiro mês foi bem difícil. Alguns dias eu dormi com sua camisa marrom que ficou no meu guarda-roupa. Pensei em devolver, entregar a sua mãe, a propósito, ela parou de mandar mensagens, de me mandar aparecer. Ainda bem. Meus amigos te encontraram uma noite dessas, falaram que você estava acompanhado. A gente sabe, mas a gente sofre, não é Carlos? No início do segundo mês eu comecei a me sentir melhor. Resolvi aceitar os convites. Calhou de ser aniversário do David, lembra dele? Foi numa sexta à noite, como uma jovem que pode conhecer alguém, saí despretensiosa. Fui bem elogiada pela minha roupa. Reparei que foi você quem escolheu a blusa, no dia nem tinha achado tão legal, comprei porquê você escolheu. Sobrevivi à noite. Esses dias conheci um carinha, Carlos. Na verdade, a gente já se conhecia de muito tempo, acho que eu devia ter uns 13 e ele 15 anos. Última vez que nos vimos, acredito que foi em 2010, 2011. Conversamos sobre. Ele me chamou para sair. Foi repentino. Aceitei. Mas eu não queria encontro, queria revê-lo e me distrair. Cheguei até a conversar com minha mãe, você sabe como ela é, disse pr’eu deixar de ser besta e ficar com o menino, afinal, estou solteira. Fui me distrair, determinada a só passear a dançar um pouco. Antes de terminarmos a primeira música eu senti vontade. O intervalo entre o desejo e o beijo foi de milésimos de segundos. Deveria pensar menos, foi bom pensar e fazer, simultaneamente. Abraço, Carlos.
Com o sentimento de sempre e para sempre,
Iolanda S.
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Em 2013 Iolanda S. passou por aqui. Há 5 anos ela, mesmo de não mais tenra idade, resolveu iniciar um diário, que, claro, não deu continuidade. Para conhecer um pouco mais dessa menina clique aqui.
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Em 2013 Iolanda S. passou por aqui. Há 5 anos ela, mesmo de não mais tenra idade, resolveu iniciar um diário, que, claro, não deu continuidade. Para conhecer um pouco mais dessa menina clique aqui.
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