sábado, 16 de maio de 2020

E se nunca mais pudermos sair de 2016?

E se nunca mais pudermos sair de 2016? Uma brincadeira jogada na internet, um clássico meme que me surge na memória faz pensar que seu autor profetizava. Quem lembra de 2017? A caterva política nacional se articulava para tirar direitos trabalhistas e fugir da Lava-Jato, ou “estancar a sangria” (JUCÁ, Romero, 2016). E 2018, foi o que mesmo? Rio de Janeiro sob intervenção militar. Polícia confunde um guarda-chuva com um fuzil e atira e mata um jovem negro. Oitenta tiros (80 tiros) em uma família negra passeando de carro - será que foi de uma metralhadora ponto 100 como “a delação da Odebrecht” (SARNEY, José, 2016)? Ainda teve 2019. Uma reforminha na previdência, alguns anos a mais trabalhando para, finalmente, se sobreviver, ter o direito da aposentadoria. Diziam que era um esforço coletivo para o bem do país, afinal, era o desejo da maioria, mesmo que os votos para a aprovação tenham sido dedicados à família, a filhos e netos (Câmara dos Deputados, 21/04/2016). Então chegamos ao ano 2020 e com ele chegou uma gripezinha. O resfriado que essa gripe vem causando já matou mais de 15 mil brasileiros, em sua maioria pobres que no hospital não encontraram leitos. Porém, isso é preocupação dos coveiros, "o importante é tirar ela agora e salvar a economia" (imprensa nacional, 2016). Lembram? Está em curso outro conjunto de obras. Você pode ter se enganado lá no começo, tudo bem, mas se escolhe continuar apoiando tudo, você é cúmplice, assim é responsável também pelo crime.

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