A confiança é um encanto
a brecha para partilhar pecado.
“E agora, o que farei?”
Entrega inquietações, distraído,
caído, diante do confiado.
Flutuando na amizade, vacila.
Acorda-se ainda atordoado.
A rescisão da confiança é o
desencanto
a frecha que desvela o já anunciado
“Como não enxergava?”
Questiona-se o traído,
atraído, diante do quebrado.
Flutuando do golpe, cintila
Estamos entre perdoar e ser perdoado.
A vida é um desaguar-se em canto
a espreita do recanto esperado
“Onde estão as melhores músicas?”
Ou o verso não destruído,
esquecido, de tão guardado.
Flutuando em encantos e desencantos
É o viver emancipado.
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