quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Arthur e Bruna eram quase um – ou ainda são. (2 de 3)



Timidamente Bruna adentra o apartamento, que até quase pouco tempo era praticamente seu segundo habitat. Arthur ajeita café. Os primeiros diálogos são tácitos, monossilábicos. Oi. Oi. Tudo bem? Tudo bem.

Não se olham. Um macho medroso e uma fêmea tímida.

- Você já começou o novo estágio? – São sempre as mulheres que começam.

O rapaz está tão atordoado que contesta apenas com o movimento da cabeça. Ele não sabe como reagir com a presença dela. Ele não sabe o que representa.

A campainha toca. Quem será agora? Pensa Arthur.

- Você está esperando vista? Estou atrapalhando?

- Não. Este dia é atípico tomando como parâmetro meu ultimo mês.

Arthur vai ao olho mágico. MÃE?!

- Oi, Arthur, oi, Bruna. Arthur, sua tia está muito mal, tive que trazê-la para o Recife ontem à noite. Só vim tomar um banho e já vou embora. Desculpe por não ter avisado, sei que você não gosta. O que houve aqui? Vocês estão brigando? Vou para seu quarto e depois tomarei banho. Vou deixar vocês à vontade.

Bruna está surpreendida, Arthur ainda não tinha contado para sua mãe. De certa forma, isso a deixou feliz.

Arthur percebendo o contentamento na menina, atira:

- Ainda não fui à casa dos meus pais desde então. Mas diga-me, o que a trouxe aqui?

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