segunda-feira, 29 de julho de 2013

Poemas dispersos, displicentes e despretenciosos

Por querer-te de vez em quando
Fui condenado a querer-te sempre
E por querer-te sempre
Fui condenado a viver querendo te esquecer
E por querer te esquecer
Fui condenado a sempre lembrar
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O orvalho
Deixou meu cabelo molhado
Fiquei quase gripado
E ela não se apaixonou
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Desamor
diz a dor
que a mim
esqueça.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Contos Contados Compressa Quente/Com Pressa

Um casal troca os beijos por uma briga aporrinhadora na Praça da Torre, seu Conrado, como um velho enxerido, larga o dominó e se interfere:


- Ei vocês dois, nem oito nem oitenta. Trinta e seis!



E volta para a carroça de duque.


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Quinta-feira, 2 de maio de 1996. As 11h45 da manhã tocaram a sirene. Crianças sujas, melequentas e felizes correram, fugiam daquelas salas cheias de desenhos de animais e letras chatas, como o malvado “o” do tracinho pra cima. Alguns pais já esperavam seus filhos no portão, menos os pais de João. 12h e nada da mãe de João. 12h30 no pátio da escola só a tia Patrícia e João, João está triste e tia Patrícia está com fome. 13h15 chega a mãe de João, pede desculpas a professora Patrícia e leva João. João ficou feliz e ainda lembra-se desse dia.


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Com os olhos fixos no computador, maravilhava-se com os projetos de covinhas que as lindas bochechas dela delineiam quando ela sorrir. E entre aquelas fotografias, ele imaginava receber uma ligação dela, um retorno a sua chamada da noite anterior.



“Trim! trim! trim!”


Um sorriso no rosto dele era visível por todos, mesmo ele estando só no quarto. Todavia o celular trazia tão somente uma mensagem do amigo reclamando do seu atraso para o grupo de estudo, já eram 16h20.
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Na varanda do apartamento ele bebia com amigos e amigos dos amigos. Ele ouvia vários tipos de histórias. Histórias particulares e histórias talvez faceiradas. Todavia, entre todas as histórias que ouvia, a que mais o incomodava era a dele, que pra ninguém contava.